Pesquisar Neste blog

Jesus dizia a todos: "Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome diariamente a sua cruz e siga-me. Lucas 9:23.

21 fevereiro 2017

Oficina de Vidas: Eu e Minha Casa Serviremos a Deus

O advento da modernidade, pelo olhar do sociólogo alemão Georg Simmel, pode ser melhor compreendido quando conhecemos dois dos seus principais símbolos: o dinheiro e a metrópole. Para Simmel, a evolução histórica destes elementos acentuou o que há de diverso no modo de vida moderno, a saber, um mundo onde as relações são objetivas e superficiais, uma sociedade marcada pela impessoalidade. Na mesma linha de pensamento segue o reconhecido sociólogo polonês Zygmunt Bauman, que criou o conceito de “modernidade líquida”, algo que produziu uma cosmovisão na qual os valores se deterioram facilmente, o estilo de vida das pessoas passa a ser afetado pela impermanência e onde a tecnologia mecanizou as relações em redes sociais de interação virtual. A igreja, como não poderia deixar de ser, foi duramente afetada por essa dinâmica existencial, o que gerou o que denomino de “Cristianismo de Massa”, um fenômeno caracterizado pelo inchaço numérico das comunidades de fé, pela impessoalização das relações e das trocas humanas e o surgimento de uma demanda por programações que produzam entretenimento espiritual. O Cristianismo de Massa é o grande responsável pelo surgimento, a partir da década de 1980, das mega-igrejas, comunidades avantajadas e superpopulosas anabolizadas por práticas que são incapazes de produzir crescimento espiritual consistente e cumprir o propósito daquilo que Jesus qualifica no Evangelho como Εκκλησία – Igreja. Mas o que esse tipo de ajuntamento superlativo numericamente revela? Quais as consequências desta espiritualidade de massa que dilui o indivíduo e o torna apenas um número dentro de uma superlotada congregação? Em contra partida, qual é o significado da expressão “Corpo de Cristo”, utilizada por Paulo na carta aos Coríntios, e qual o modelo da igreja neotestamentária? Assista a esta mensagem e compreenda qual o verdadeiro significa de igreja.

 

SAI CAPETA!!



Essa foi uma conversa com alguém que me chamou pelo "in box" do Facebook.


- Pastor, boa noite.
- Oi mana!
- Essa agora eu quero ver... O que o sr. acha de um crente sair fantasiado de DIABO no carnaval?
- kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk! Acho interessante!! É aquele diabo com chifre, tridente, rabo em forma de seta e roupa vermelha?
- Esse mesmo, um que a bíblia chama de SATANÁS!!!!
- Vai ser uma zueira... kkkk. Se ele for esperto, manda um amigo sair de pastor pentecostal – paletó preto, gravata e cabelo engomado... Aí fica um tirando onda com o outro...
- Eu não acredito que estou ouvindo isso!!
- Eu também não!! Kkkkkkkkkkkkkkk
- O sr. concorda com isso?
- Mana, não sou eu que vou sair de diabo, é esse mano que você citou...
- E o sr. não acha nada demais?
- Não. Esse diabo que os crentes criaram, essa caricatura que citei, com rabo, chifre e tridente, é uma projeção do diabo medieval de Dante Alighieri, nada tem a ver com o ser ardiloso, inteligente e sofisticado revelado nas Escrituras. Esse “diabo de igreja”, que produz endemoninhados rosnando e rodopiando, não põe medo nem em criança de dois anos de idade.
- E como é esse seu DIABO???
- Ah... Jesus falou dele como “inimigo das nossas almas”, ou seja, ele age nas subjetividades, estimulando vaidades estilosas, ciúmes doentios, maldades calculadas, mentiras disfarçadas de bondade, desfaçatez ingênua, cobiças perniciosas. Paulo, por sua vez, nos diz que ele se disfarça de “anjo de luz”, travestido de boas obras, promovendo no coração das pessoas aquela piedade perversa, um tipo de ascetismo judaizante, ou uma espiritualidade meritória, ou ainda as barganhas tradicionais com o sagrado. Sim, o diabo se esconde onde crente nem imagina, pois o diabo dos crentes está no barzinho, na boate e no carnaval. O diabo mesmo está sentado no banco da igreja e não raras vezes ajuda o pastor com a “inspiração” para o sermão do domingo...
- Eu fico imaginando o que há na cabeça de um servo de Jesus para sair de diabo no carnaval!
- Eu sei... Ele está fazendo uma crítica bem humorada a safadeza que aí está, uma crítica sofisticada, admito, mas que não poderá ser percebida pela esmagadora maioria das pessoas. Ele tenta fazer o que Nietzsche fez, no século XIX, dizendo que Deus estava morto, pois o cristianismo que ele via praticado pelo clero da igreja protestante e pelos que se diziam cristãos só podia levar a essa conclusão.
- Quem é Nietzsche?
- Um filósofo.
- E o sr. lê essas coisas?
- Claro, eu sou filósofo por formação, mas eu sei que você vai dizer que isso é coisa do diabo! kkkkkkkk
- O mundo está mesmo perdido...
- Olha, mana, se fantasiar de diabo no carnaval é a menor de todas as questões... O problema é se vestir de diabo na igreja, todo domingo, oprimindo a mentezinha de gente sofrida, enganando com sofismas evangelicais os fracos de consciência, proibindo a bebida e bebendo a alma dos angustiados, cerceado o fumo e tragando o desespero dos famintos de esperança, proibindo o sexo e se amancebando com o dinheiro e a cobiça. Sim, tem mais diabo dentro da igreja que no carnaval, pois no carnaval ninguém está enganado de sua condição, quem está perdido sabe de si mesmo, mas na igreja o diabo ajuda a manter mentes entorpecidas, gente anestesiada de coração, que se esconde atrás de regrinhas bobas e de uma agenda pirotécnica, são seres de performance, mas sem conteúdo de vida, nada sabem do amor, da justiça ou da misericórdia.
- O sr. deixaria um crente de sua igreja sair de diabo?
- Não faço blitz na comunidade, não sei quem vai brincar ou não, todo mundo é maduro para fazer suas escolhas, eu não trato a alma das pessoas como latifúndio da religião, nem exerço sobre elas um magnetismo hipnótico em nome de Deus, quem vai lá é livre para entrar, sair e voltar, essa é a única regra, que todo homem seja livre para viver conforme a sua consciência em Jesus e no Evangelho.
- Pois eu nunca irei em sua igreja!
- Eu sei, mana, você prefere ir aonde o diabo fala com voz impostada, paletó engomado, bíblia na mão e cheiro de enxofre...


Carlos Moreira


15 fevereiro 2017

Toda Nudez Será Castigada?



Sobre a evangélica passista que vai sair nua no carnaval do Rio 2017 - segue link da matéria - http://extra.globo.com/noticias/carnaval/evangelica-passista-vai-desfilar-sem-roupas-em-carro-alegorico-da-rocinha-20920663.html.

Há duas questões aqui e elas dizem respeito às “decisões” e “cisões” que somos chamados a fazer no chão dos dias.

Do ponto de vista das decisões, não se deve invadir o direito à individualidade e a privacidade de cada um, escolhas já demandam a responsabilidade de quem as toma de viver com suas consequências.

Portanto, ninguém tem o poder de legislar sobre a alma do outro, muito menos a igreja e seus líderes – padres, pastores e bispos.

Isso também diz respeito, analogamente, a nossa profissão, pois se você trabalha de forma honesta para quem é desonesto – o caso dos executivos da Odebretch – por exemplo, deve, ao depois, arcar com as demandas de seus atos, não haverá “imunidades” no seu caminho por você ser uma pessoa religiosa, Deus não blinda ninguém contra os desdobramentos de suas ações.

A moça é livre para sair vestida ou pelada onde ela bem entender, desde que esteja disposta a lidar com a reverberação existencial de tudo isso. Se essa é a sua profissão, deve arcar com os “custos” e seguir o que manda a consciência. Agora, se compete ou não, aí já é outra coisa.

Em segundo lugar, do ponto de vista das “cisões” necessárias ao viver do homem, neste tema específico, sigo o que recomenda Paulo: “... Cada um de vós saiba possuir o próprio corpo em santificação e honra”. 1ª Ts. 4:4.

Abraçar a fé em Jesus e existencializar o Evangelho em ações práticas demandará algumas cisões na vida. Sim, não há como encarnar tudo isso sem que amputações não sejam feitas, cortes profundos que demandarão coragem, pois separam, definitivamente de nossas vidas, aquilo que sempre fez parte dela.

Eu acredito que um discípulo de Jesus não deva expor o seu corpo para além dos limites do que pede o bom senso, não há pudores morais aqui, mas apenas o equilíbrio de quem deseja caminhar em outras direções.

Quando Jesus trata do tema do Eunuco, em Mateus 19, ele afirma que há alguns destes, que abraçaram tal estado na vida, por causa de uma decisão pessoal, e finaliza dizendo que nem todos estão aptos a compreender tal escolha, pois ela é tomada a partir de pressupostos ligados aos valores que o indivíduo introjetou.

Da mesma forma, há determinadas cisões que precisam ser feitas na vida por questões de consciência e fé, mas reconheço que nem todos estão aptos a fazê-las...



Carlos Moreira

14 fevereiro 2017

A Utopia do Reino de Deus e a Sociedade Humana

Na semana em que, no Espírito Santo, o Estado foi vencido pelo vandalismo, cabe parar para refletir: em que tipo de sociedade nós desejamos viver? O que nos revela os saques às lojas e supermercados e a barbárie da violência descontrolada que aconteceu nestes últimos dias? O que faz com que cidadãos normais se transformem em bandidos de ocasião? Qual a fenomenologia que há por trás destes acontecimentos? A primeira vista parece que, retirado um dos instrumentos de coerção estatal – a Polícia – o que nos sobrou foi o caos, o que vimos foi o cidadão comum, esmagado em sua realidade perversa, oprimido por um sistema desigual, infeliz e insatisfeito, dando vazão a instintos reprimidos e revelando a ausência de uma consciência ética e moral para além da norma e do controle. Ora, o que importa, diante dos fatos, é olhar com acurácia não a quantidade de pessoas envolvidas, mas a conjuntura mais ampla e, sobretudo, a possível tendência desta “curva”, usando uma linguagem estatística. Tendo este cenário a nossa frente e a necessidade de tratar com coragem o tema, vamos analisar qual a proposta do Evangelho para as sociedades humanas, o que significa “O Reino de Deus está entre vós”. Será utopia esse Reino entre os homens, como pensou Leon Tolstói, o “anarquismo cristão”, ou a única solução para um mundo sem perspectivas? Assista esta mensagem e tire suas conclusões!

 

Mais Lidos

Barra de Vídeos

Loading...

Músicas

O Que Estamos Cantando

Liberdade de Expressão

Este Site Opera Desde Junho de 2010

É importante esclarecer que este BLOG, em plena vigência do Estado Democrático de Direito, exercita-se das prerrogativas constantes dos incisos IV e IX, do artigo 5º, da Constituição Federal. Relembrando os referidos textos constitucionais, verifica-se: “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato" (inciso IV) e "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença" (inciso IX). Além disso, cabe salientar que a proteção legal de nosso trabalho também se constata na análise mais acurada do inciso VI, do mesmo artigo em comento, quando sentencia que "é inviolável a liberdade de consciência e de crença". Tendo sido explicitada, faz-se necessário, ainda, esclarecer que as menções, aferições, ou até mesmo as aparentes críticas que, porventura, se façam a respeito de doutrinas das mais diversas crenças, situam-se e estão adstritas tão somente ao campo da "argumentação", ou seja, são abordagens que se limitam puramente às questões teológicas e doutrinárias. Assim sendo, não há que se falar em difamação, crime contra a honra de quem quer que seja, ressaltando-se, inclusive, que tais discussões não estão voltadas para a pessoa, mas para idéias e doutrinas.

Visualizações de Páginas

Twitter Delicious Facebook Digg Stumbleupon Favorites More