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Jesus dizia a todos: "Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome diariamente a sua cruz e siga-me. Lucas 9:23.

20 novembro 2017

Desculpe, mas Eu não Quero ser um "Ministério"



No meio cristão é muito comum você ouvir a expressão “Esse é o meu ministério, a cruz que tenho que carregar”. Sim, para muitos, viver a fé é carregar pesos, é sofrimento, é amargor de espírito e fastio de alma.

Quando esse entendimento se torna o farol da consciência, todo caminho é de pedra e todo chão é terra rachada e seca.

Creia: eu não quero ser um “ministério” na vida de ninguém, não quero ser tolerado, não quero receber um amor “piedoso”, culpado, imposto. Eu não quero ser um “ministério”, não desejo ouvir palavras embaladas em meias verdades, não quero andar com quem me assassina todo dia no coração, que me censura com olhares velados e me despreza com abraços falsos e risos toscos. Não, me desculpe, eu não quero ser um “ministério” em sua vida, não desejo sua compaixão de ocasião, motivada por uma espiritualidade que se professa com arrogância, uma santidade que exclui, um sentimento de pertencimento a uma casta da qual só os “iluminados” podem fazer parte.

Assim, deixe-me longe de tudo isso, não me dispense, sequer, um minuto de atenção, como bem disse o Cazuza, “Estou farto da caridade de quem me detesta”, portanto, fique longe de mim se, por algum motivo, me tornei um saco de chumbo nas suas costas ou um azorrague rasgando a sua carne.

Que se acheguem a mim os impuros, os imperfeitos, os “desviados” da religião, gente que abraça com vigor, que senta em mesa de bar e dá risada dobrada, que liga nas noites frias e diz coisas que só os poetas embriagados são capazes de falar. Sim, quero ser o alvo de flechas de amor, quero ser transpassado pela solidariedade de quem sabe o que é lamber o chão da vida porque a queda se tornou inevitável, estou em busca de gente sem pedigree espiritual, mas com coração de carne, gente que não tenha a plástica religiosa e a performance do templo, aqueles que desprezam a homilética teológica que se tornou glacê para compor um discurso que congela até o sangue nas veias.

A verdade é que cansei dessa santidade feita de madeira de cedro, cansei de gente que não enverga, que fez da letra sagrada uma arma para matar o outro, que se sente bem em excluir e que ama os primeiros lugares na fila da indulgência e do cinismo. Quero andar com os profanos que se alegram com coisas simples, com os caídos que ainda sabem sorrir do nada, com os pecadores que despejam sentimentos que aquecem a gente em dias sombrios, com os desvalidos que sentam no meio fio quanto a noite chega, só para dizer “Eu estou por aqui...”.

Definitivamente, e me perdoe por tal, mas eu não quero ser um “ministério” na sua vida...


Carlos Moreira



07 novembro 2017

Linha Cruzada: Quem Entrou no seu Caminho e Alterou sua História?

Não há coisa mais poderosa na vida e que é capaz de alterar o caminho de um homem ou uma mulher do que certos encontros humanos. Sim, há pessoas que, ao cruzarem o nosso caminho, produzem uma alteração, por vezes definitiva, da rota existencial que já estava previamente traçada. Como pastor, sou testemunha destes fatos, de como a entrada de alguém em nossas narrativas pessoais pode, por vezes, ser desastrosa, afetando nossas relações mais próximas, mudando nossa matriz de valores, podendo nos levar a tomar decisões precipitadas e que venham a produzir desdobramentos na área profissional e financeira. Já assisti o desastre que certos indivíduos proporcionaram na história de outros, de como o caminho de gente boa foi alterada para pior, em alguns casos, inclusive, de forma irreversível, o que gerou verdadeiras tragédias. Isso já aconteceu com você? Você acha que não há mais volta? Que não tem, mesmo se livrando de vínculos adoecidos que se estabeleceram, como voltar a ser a pessoa que você era antes? Assista esta mensagem e compreenda como se constrói a anatomia da tragédia neste tipo de situação. Previna-se!


 

01 novembro 2017

O Engano Religioso Cria a Fé no Deus-Diabo

Você sabe o que são Gárgulas? Trata-se de esculturas que eram colocadas na cobertura dos prédios, sobretudo aqueles em estilo gótico, justamente no encontro das calhas de drenagem das águas das chuvas. Serviam, na verdade, como um recurso arquitetônico e artístico, mas acabaram se projetando para muito além disso... Na idade média, as Gárgulas elas eram vistas como figuras demoníacas e monstruosas, em formato meio humano, meio animal e, segundo crenças antigas, foram colocadas nas Catedrais Cristãs para agir como uma espécie de amuleto para afastar o mal, como se fossem guardiãs da igreja com vistas a manter espíritos malignos à distância. Outra crendice atribuída as Gárgulas era a de que elas serviam como protetoras dos sacerdotes e dos crentes contra seres malignos que quisessem entrar no santuário, era uma tentativa de fazer medo ao demônio com seu próprio veneno. Talvez para nós, que fazemos parte da sociedade contemporânea, esse tipo de crença seja algo totalmente incompatível, ainda que não raras correntes religiosas trabalhem com elementos mágicos e místicos em suas liturgias e ofícios. Mas, há 10 séculos atrás, essas crenças eram sustentáveis, ainda que nos pareçam contraditórias. A questão é: como compreender a presença de demônios na fachada da igreja? Que tipo de fé pode suportar a convivência pacífica entre as imagens dos santos, do lado de dentro das catedrais, e de monstros, do lado de fora? Que tipo de espiritualidade bizarra é essa que faz as coisas de Deus se travestirem com a aparência daquilo que é atribuído ao diabo? Convenhamos, o mal não pode ser combatido com o próprio mal, nem as trevas com a escuridão! Não se expulsa Satanás em nome de Belzebu, nem se combate a maldição com o agouro! Mas o fato é que o engano religioso tem esse poder de produzir na vida das pessoas uma enorme contradição, ou seja, o indivíduo é levado a praticar um tipo de fé na qual Deus fica parecido com o diabo e onde as práticas realizadas em seu nome nada têm a ver com Jesus e com o Evangelho. Seu Deus se parece com quem? Essa é a questão que trataremos nessa mensagem. Assista!


 

05 outubro 2017

Brasil, Mostra a Tua Cara!

“E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua Nação”. 2 Crônicas 7:14 Na semana em que a Exposição de Arte do Santander gerou mais protesto e revolta do que a denúncia do Procurador Geral da República sobre a organização criminosa da qual o Presidente da República faz parte, fica exposta uma questão inquietante: o que nos resta esperar da Nação Brasileira? Somos vítimas de nós mesmos, de séculos de exploração, de subserviências culturais históricas, de um sistema empresarial predatório que vem desde a Colônia, das eternas convalescências no sistema de educação, de uma classe política promíscua e a serviço das grandes fortunas, de uma democracia mantida artificialmente, que manifesta uma retórica na Constituição e uma prática social perversa, que só fez produzir entorpecimento de mente e coração, desigualdade e injustiça. Diante da falência absoluta da moral, dos bons costumes, da ética, dos valores mínimos necessários a uma sociedade funcionar e sobreviver, cabe-nos questionar: onde está a Igreja de Jesus Cristo diante desta situação? O que ela tem a dizer? Quem são seus representantes? Que legitimidade possui? Como a população enxerga seu papel e seu valor diante das crises? Diz a Escritura, que sem arrependimento não há misericórdia. Sim, sem confissão de culpa e quebrantamento, Deus não se move a favor de ninguém, entrega-nos a nós mesmos, silencia em profunda tristeza, permite que “devoradores” entrem na cena da existência humana para destruir aquilo que ainda está de pé. Por isso, na história de Israel, o profetismo foi tão significativo, pois o confronto dos reis – em sua representação política – e dos sacerdotes – em sua representação religiosa, não podia ser negligenciado, sob pena de extermínio na Nação. Olho para este cenário e choro diante da falta de quem possa representar a voz de Deus. Estamos diante da mesma realidade de Isaías, quando o Senhor exclamou: “A quem enviarei? Quem há de ir por nós?”. Assista a mensagem!


 

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É importante esclarecer que este BLOG, em plena vigência do Estado Democrático de Direito, exercita-se das prerrogativas constantes dos incisos IV e IX, do artigo 5º, da Constituição Federal. Relembrando os referidos textos constitucionais, verifica-se: “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato" (inciso IV) e "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença" (inciso IX). Além disso, cabe salientar que a proteção legal de nosso trabalho também se constata na análise mais acurada do inciso VI, do mesmo artigo em comento, quando sentencia que "é inviolável a liberdade de consciência e de crença". Tendo sido explicitada, faz-se necessário, ainda, esclarecer que as menções, aferições, ou até mesmo as aparentes críticas que, porventura, se façam a respeito de doutrinas das mais diversas crenças, situam-se e estão adstritas tão somente ao campo da "argumentação", ou seja, são abordagens que se limitam puramente às questões teológicas e doutrinárias. Assim sendo, não há que se falar em difamação, crime contra a honra de quem quer que seja, ressaltando-se, inclusive, que tais discussões não estão voltadas para a pessoa, mas para idéias e doutrinas.

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